segunda-feira, 9 de abril de 2012
Em época de eleição o eleitor deve tomar cuidado com o próprio voto para não se arrepender depois, pois nós sabemos muito bem que existem inúmeros candidatos habilidosos na arte de enrolar o povo, que não querem nada com a população e que muitos estão há décadas em mandatos sem fazer nada de significativo para a população, candidatos esses aos quais os eleitores já deveriam tê-los deixado cair no esquecimento.
Pois bem, um dos métodos mais eficientes que os candidatos utilizam é o de uma figura decisiva nesse processo, os cabos eleitorais, que são uma espécie de soldados dos candidatos e estão em todas as partes dos Municípios do nosso Brasil fazendo na maioria das vezes, o jogo sujo dos candidatos, que não botam seus rostos bonitinhos nas comunidades para não ficarem “queimados”, em troca de cargos comissionados com salários altos para quem irá recebê-los durante quatro anos sem “precisar” cumprir expediente integral.
Os cabos eleitorais agem de todas as formas para que seus candidatos sejam eleitos, fazendo promessas às quais eles mesmos não respondem e nunca responderão, dando mimos em todos os bairros principalmente em datas especiais como dia das crianças, pascoa, dia das mães e etc., e em comunidades carentes como sacos de cimento, telhas e outros tipos de materiais, também trocam espaços em casas para a colocação de placas com os nomes dos candidatos e coligações em prol das suas campanhas em troca do pagamento de contas de luz ou água. Fazem essas coisas em nome dos seus respectivos candidatos em troco dos votos, que repito muitos candidatos estão há décadas em mandatos sem fazer nada de significativo para a população e que vem enganando o povo que carece de saúde, que não se restringe a hospitais e postos de saúde, educação e segurança dignos, que estão em decadência há tempos e deveriam ser prioridade. Temos também a famosa boca de urna, que tem papel decisivo na vitória nas urnas. A boca de urna é um artifício muito eficiente, vou usar o exemplo do município de Niterói que para eleger um candidato em um partido de legenda numerosa, precisa de mais ou menos três mil votos, então um candidato “maquiavélico” separa cento e cinquenta mil reais e divide por três mil e ele terá o valor de cinquenta reais, que é o valor geralmente pago por um candidato para que três mil pessoas fiquem entregando “santinhos” no dia da eleição, o que é proibido por lei e passível de punição, porém feito pela liderança de um cabo eleitoral. Essa prática é tão eficiente que muitos candidatos têm abortado outras atividades antecedentes as eleições, dedicando-se a boca de urna que além dos votos das pessoas que trabalham para eles, tem os votos das pessoas que se descuidaram em pesquisar um candidato honesto e sem histórico negativo, então acabam sendo convencidas pelos “trabalhadores” da boca de urna.
Queridos, cuidado com os cabos eleitorais tanto quanto com os candidatos desonestos, pois a maioria só pensa em seus próprios interesses e estarão muitas das vezes travestidos de presidentes de associações sem fins lucrativos e inseridos em nossas comunidades muito mais do que imaginamos, influenciando diretamente na política dos nossos municípios e lembrem-se, cinquenta reais pode custar a sua saúde, segurança ou educação.
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